JORNALISTA COM ORGULHO, SIM SENHOR A média salarial da categoria fica muito a dever a outras que não precisam se atualizar, investir e se estressar tanto, mas o jornalismo permite momentos de grande satisfação. A queda da obrigatoriedade do diploma é tema para outro dia. 
O prazer de entrevistar personalidades públicas interessantíssimas, como o diretor teatral Amir Haddad, e de se deparar com histórias incríveis de figuras anônimas, vale cada gotinha de suor.  É preciso encarar o jornalista de outro jeito. Quantas vezes, as pessoas perguntam, até gente, em tese, "esclarecida": mas por que você não está na GLOBO? Como se não houvesse vida fora da emissora e das chamadas hard news.
Nada contra a "Vênus Platinada", principalmente, na área jornalística, mas há atrações bem feitas em outros canais. Existem produções interessantes realizadas com poucos recursos, tentativas de se fazer programas televisivos bacanas, que explorem linguagens diversificadas. 
O Canal Universitário (UTV/NET 16), por exemplo, comemora dez anos e tem na grade atrações como o Campus, revista eletrônica produzida pela Uerj que já foi exibida em TV aberta e está no ar há 16 anos. Foi o primeiro programa realizado por uma TV universitária no Brasil. 
Agora vamos voltar ao universo da TV aberta. Tem emissora pagando megasalários, seduzindo meio mundo dos meios artístico e jornalístico. O caso fica sério, porque essa folha é paga com o dinheirinho da fé alheia, de gente crédula demais. E você sabe de que canal estou falando. Qual é a sua opinião sobre a "guerra" entre Record e Rede Globo?
Escrito por Renata Augusta às 02h18
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